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24 de Agosto de 2019

Democratas lideram a Câmara nos EUA e Washington prepara sanções ao Irã

Podcast #4 - Internationalizando

Rodrigo S. F. Gomes, Advogado
Publicado por Rodrigo S. F. Gomes
há 9 meses

Ouça este podcast em https://www.youtube.com/watch?v=tOCO46xw_QE

(por Rodrigo S. F. Gomes)

No dia de ontem, 06 de novembro de 2018, vários cidadãos americanos exerceram seu direito (facultativo, nos Estados Unidos) de votar. Estavam nas urnas candidatos ao Senado, à Câmara dos Representantes (o equivalente, em certa medida, à Câmara dos Deputados no sistema eleitoral brasileiro), e governos dos estados.

É oportuno lembrar que o período que antecedeu as votações foi marcado pelos comícios de representantes dos partidos Republicanos, incluindo o atual presidente americano, Donald Trump, e Democratas, sendo um de seus porta-voz o ex-presidente Barack Obama. Em seus discursos, críticas envolvendo assuntos como migração, sistema de saúde e economia foram endereçadas de um lado a outro.

A apuração dos votos apontou para uma sutil mudança no legislativo: os Democratas agora possuem maioria na Câmara dos Representantes, enquanto que o Senado continua a ser Republicano e, no que toca aos governadores, os Republicanos lideram com três governadores eleitos a mais que os Democratas.

Com os resultados, a BBC sintetizou que essas eleições “quebraram recordes” e foram marcadas pela “onda rosa” ("pink wave"), em razão do elevado número de congressistas eleitas. Merece destaque o fato de duas mulheres, de 29 anos cada, eleitas as congressistas mais jovens por Nova Iorque e Iowa. Ademais, duas Democratas foram eleitas por Kansas e Novo México como primeiras mulheres nativas americanas eleitas para o Congresso.

Em Michigan e Minnesota também foram eleitas as duas primeiras representantes muçulmanas na Câmara. Enquanto que Colorado elegeu o primeiro governador de estado assumidamente gay.

Sanções Americanas Unilaterais ao Irã

Em conformidade ao que foi anunciado pelo chefe de estado norte-americano na 73ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, ocorrida há poucas semanas – que foi tema do Podcast #2 –, os Estados Unidos denunciaram o acordo realizado entre Irã, P5+1 e a União Europeia sobre o programa nuclear iraniano.

A saída dos Estados Unidos do aludido acordo foi duramente criticada por Teerã e Moscou, esta última capital, mediante seu chanceler Sergei Lavrov, chegou a declarar que “Nesta época, ultimatos e demandas unilaterais não podem determinar qualquer política externa".

Apesar da atitude americana, o Acordo do Irã continua em vigor para os demais estados partes, inclusive para o próprio Irã - que se comprometeu em conduzir seu programa nuclear com fins exclusivamente pacíficos e sob a vigilância da sociedade internacional e da AIEA.

Após a retirada dos EUA do que Trump definiu como “o pior acordo” no qual seu país já entrou, Washington novamente ratificou sua intenção de aplicar sanções econômicas unilaterais a Teerã, especialmente sobre a exportação de petróleo iraniano para outros países.

As sanções econômicas preparadas por Washington podem não apenas esfriar ainda mais as suas relações com Teerã, mas também afetar diretamente a população do Irã que agora se vê adiante de mais intempéries à sua economia.

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